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Amazônia tem 10 mil plantas com potencial medicinal

Mais de dez mil plantas da Amazônia possuem princípios ativos que podem ser utilizados na área medicinal, de cosméticos e no controle de pragas. Dessas, 300 já foram catalogadas pelo Inpa. Esses dados também constam do Plano de Amazônia Sustentável (PAS), que faz uma análise detalhada do potencial desses produtos. Para o pesquisador Juan Revilla Cordenas, que trabalha no Inpa, em Manaus, tamanha riqueza precisa ser explorada de forma racional: "A diversidade da Amazônia é conhecida. O que precisamos é transformar esse conhecimento em uma produção rentável, sem que isso signifique devastação ou prejuízo para as populações locais", diz ele, que é autor do livro "Plantas da Amazônia - Oportunidades Econômicas e Sustentáveis"

ENDRO - Anethum graveolens L. -


Nome científico: Anethum graveolens L.
Família: Apiaceae.
Sinônimos botânicos: Peucedanum anethum Baill., Peucedanum graveolens Benth. & Hook. F.

Outros nomes populares: aneto, anega, dill, funcho-bastardo; dill (alemão, inglês, norueguês, sueco); shibit (árabe); samit (armeno); kopr (checo); shih lo (chinês); sjamar (egípcio); eneldo, aneto, ezamillo e hinojo hediondo (espanhol); aneto (esperanto, italiano); aneth odorant e fenouil bâtard (francês); shamir (hebraico); dille (holandês); kapor (húngaro); koper (polonês); mãrar (romeno); ukrop (russo); pak chee lao (tailandês); dereotu (turco); sowa, soya e suva (hindú).

Constituintes químicos: óleo essencial (3-4%): anetol, carveol, carvona, cariofileno, limonina, felandrina, eugenol; terpineno; di-hidro-carvoneno; liminina; miristicina; cumarinas: escopoletina, esculetina, bergapteno, umbeliferona. Flavonóides: derivados do kenferol. Ácidos fenólicos: caféico; clorogênico: ácidos graxos (10-20%); fitoesterois: b-sitosterol.

Propriedades medicinais: antidiarréica, antiemética, antiespasmódica, antiinflamatória, anti-séptica, aperiente, aromática, carminativa, depurativa, digestiva, diurética, dispepsia, estimulante, estomáquica, galactagoga, hipnótica, laxante, resolutiva, supurativo.

Indicações: aerofagia, ânsia de vômito, aumentar o leite das mães, cólica intestinal em recém-nascidos, em dietas sem sal (rico em sais ninerais), digestão, dismenorréia, dispepsia, dor de dente, espasmos gastrointestinais, flatulências, fígado, furúnculo, gases, hiperacidez estomacal, insônia, inflamação dos olhos, limpeza e desinfecção de feridas, queimaduras e úlceras dérmicas, meteorismo, resfriado, soluços.
Parte utilizada: folhas, flores, sementes.

Contra-indicações/cuidados: contra-indicado o uso interno de óleo essencial durante a gravidez, lactância, para menores de seis anos e pessoas com gastrite, úlcera gastroduodenal, síndrome de intestino irritável, colite ulcerosa, enfermidade de Crohn, hepatopatia, epilepsia, mal de Parkinson e outras enfermidades. neurológicas.
O óleo essencial pode causar fitofotodermatite (furanocumarinas). em doses elevadas é convulsivante.

Modo de usar:
- decocção de uma colher de café de sementes em 250 ml de água por cinco minutos. Coar e tomar com suco de limão: soluço;
- decocção de duas colheres das de café de sementes em 250 ml de água. Coar e tomar 1 xícara das de chá antes de cada amamentação: favorecer a lactação, gases intestinais;
- decocção de uma colher das de sopa de sementes: ânsia de vômito;
- decocção de quatro colheres das de café de sementes. Coar, adoçar com mel, beber antes das refeições: digestivo;
- vinho: ferver em ¼ de litro de vinho tinto 1 colher das de café da semente do endro, um pedaço de canela e uma colher das de café de folha de eucalipto, durante 5 minutos. Abafar por 5 minutos e coar: resfriado;
- infusão de 2 g de sementes em 100 ml de água por 10 minutos. Tomar 3 vezes ao dia depois das refeições: cólicas, inclusive cólicas em bebês, acidez estomacal; insônia, flatulência;
- maceração de 4 g de sementes em 100 ml de vinho branco por 5 dias. Filtrar e tomar nas refeições;
- infusão de 2 colheres de chá de sementes em 200 ml de água por 15 minutos. Adoçar com mel: cólica de crianças;
- cosmética: clareia a pele, endurece as unhas e perfuma o hálito;
- saches com a flor. Colocar em gavetas, almofadas, etc.: espantar traças;
- infusão das flores esfregada no couro cabeludo livra-o de parasitas;
- folhas e/ou sementes: sopas, peixes, conservas, legumes, tortas de maçã, pastéis e frangos, manteiga, saladas de batata, queijo-creme, ovos, salmão, carne grelhada, maionese, legumes suaves, molhos para peixes, picles, bolos e pães;
- flores: conservas de pepino e couve flor;
- compressas do infuso das sementes: alivia inflamações oculares;
- sementes ou folhas fervidas em azeite e colocado sobre furúnculos quente alivia a dor amadurecendo-os;
- infusão de 5 a 10 g de sementes em um litro de água: em compressa para inflamações nos olhos de sementes;
- 10 g de sementes fervidas em azeite de oliva: aplicar ainda quente sobre furúnculos (amadurecer e aliviar a dor);
- sementes: conservas de pepino e couve-flor;
- folhas: ressaltam o sabor de peixes, aves, salada de batatas, molhos, manteigas aromáticas, pães, pastas de ricota e patês;


ERVA-CIDREIRA - Melissa officinalis L.


Nome científico: Melissa officinalis L.

Família: Lamiaceae.

Sinônimos botânicos: Melissa bicornis Klok.
Outros nomes populares: chá-da-frança, chá-de-tabuleiro, cidrilha, citronela, citronela-menor, erva-cidreira-européia, erva-luísa, cidreira-verdadeira, limonete, melitéia, melissa, melissa-romana, melissa-verdadeira, salva-do-brasil, zitronen melisse (alemão), melisa (espanhol), mélisse (francês), lemon balm (inglês), melissa selvatica (italiano), melissae citratae (latim), bee balm, sweet balm.


Constituintes químicos: ácidos caféico, ácidos rosmarínico, ácido clorogênico, ácidos triterpênicos: ursólico e oleânico; óleo essencial (citral, citronelal, citronelol, pineno, limoneno, linalol e geraniol), glicosídeos flavônicos, resinas, sesquiterpenos (cariofileno e outros), succínico, tanino.

Propriedades medicinais: adstringente, analgésica, antialérgica, antidispéptica, antiespasmódica, antiinflamatória, antimicrobiana, antinevrálgica, anti-séptica, antiviral em diarréias (extrato crú), aromática, calmante, carminativa, cicatrizante, colagoga, colerética, cordial, digestiva, diurética, emenagoga, estimulante, estimulante cutâneo, estomáquica, eupéptica, hipotensora, relaxante, revigorante da pele, sedativa, sudorífica, tônica, tônico amargo.

Indicações: afecções gástricas, ansiedade, arrotos, artralgia, cãibras intestinais, catarros crônicos, caxumba, cefalalgias, celulite, circulação, cólica, crise nervosa, debilidade geral, depressão, desmaio, diarréia de sangue, dor de cabeça, dores nos olhos, dores espasmódicas das vias digestivas, enjôo, entupimento das mamas, enxaquecas, epilepsia, erucções, espasmo, fadiga, fastio, feridas, fígado, flatulência, gases, gastralgia, hipocondria, hipotensão, histerismo, icterícia, inflamações dos olhos, insônia, irregularidades menstruais, má circulação sangüínea, melancolia, nervosismo, nevralgia (facial, dentária), odontalgias, palpitação, paralisia, pele (limpar e cicatrizar acne, revigorante, oleosidade), perfumaria, pericardite, picada de inseto, problemas digestivos, problemas nervosos, problemas hepáticos e biliares, resfriado, taquicardia, tenesmo, tosse, vertigem, vesícula.

Parte utilizada: parte aérea, óleo essencial.
Contra-indicações/cuidados: pessoas com hipersensibilidade à planta.
Efeitos colaterais: diminuição da pulsação e entorpecimento.
Modo de usar:
- infusão de 25 a 50 g de folhas verdes em um litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia;
- infusão de 1 xícara das de cafezinho de folhas verdes picadas para ½ litro de água. Tomar 1 xícara das de chá 4 vezes ao dia;
- infusão de 2 a 4 g de folhas secas três vezes ao dia;
- infusão de 3 colheres (chá) de folhas secas em 1 xícara de água (sedante);
- folhas frescas: aplicar sobre os olhos, para inflamações;
- lavagens intestinais com o infuso (tenesmo e diarréia de sangue);
- bochechos: dores de dente;
- suco: mistura-se um pouco de sal às folhas contusas (caxumba);
- cataplasma:
. das folhas frescas contusas, aplica-se sobre o ventre, para dores de estômago, fígado e intestino; para picadas de insetos e entupimento das mamas;
. decocto das folhas a 3% - ação calmante em dores;
- extrato fluido em álcool 45%: 2 a 4 ml três vezes ao dia;
- tintura 1:5 em álcool 45% 2 a 6 ml três vezes ao dia;
- tintura mãe: 40 a 50 gotas, três vezes ao dia;
- alcoolato: 2 a 5 g ao dia;
- extrato alcoólico: 1,5 a 2,0 g ao dia;
- macerado: 3 a 5 gs de erva em 100 ml de vinho branco por 5 dias. Tomar um cálice pequeno 2 ou 3 vezes ao dia: baixar febre de gripe;
- licor caseiro: 2 mãos cheias de folha de melissa amassadas, 1 litro de vodka, 3/4 xíc de mel, casca ralada de um limão. Agite bem e deixe descansar uma semana. Coe, engarrafe e espere três semanas antes de usar;
- aromatizante em saladas de hortaliças e frutas, omelete, molhos, carnes, etc.