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O primeiro filme em Realidade Virtual (RV) munido de novas
técnicas sensoriais foi gravado na comunidade do Gereba, periferia
de Fortaleza. A produção chega acompanhada do documentário
curta-metragem “Gereba” que retrata com sensibilidade a vida e os
habitantes da região.
A equipe Sueca-Britânica-Brasileira criou o “Vozes da Periferia” a
partir da utilização de tecnologia inédita para mapear a área do
Gereba de novas maneiras que permitem aos usuários caminhar
pelas ruas, quintais e até visitar a casa de moradores, escolas e
uma aula de ballet.
“Funciona como o Google Street View, mas vai bem além do que
estamos habituadas. Nós podemos levar o usuário para dentro da
casa e da vida das pessoas”, diz Maria Schewenius, pesquisadora
e produtora do Centro de Resiliência de Estocolmo.
Em junho de 2016, a comunidade do Gereba recebeu Schewenius
e um grupo de cineastas e cientistas para retratar vidas “no limite”.
A comunidade surgiu no entorno do antigo aterro sanitário do Jangurussu, que, à época, atraía pessoas em busca de trabalho. O aterro foi
fechado no final da década de 1990, mas os resíduos continuam ocupando grande parte da economia local. Lixo de várias partes da cidade é
levado para o Gereba.
“A comunidade foi sensacional. As pessoas nos receberam de braços abertos. Nós ficamos surpresos com a capacidade de resiliência,
engenhosidade e criatividade do povo que mora lá – especialmente as crianças”, contou Schewenius.
“Nós queríamos registrar uma expressão genuína das pessoas, mostrar os esforços surpreendentes que eles fazem todo dia em busca de
uma vida digna, e também a esperança e sonhos dos adultos para as crianças”, ela disse.
O time de produção conheceu uma comunidade inventiva. Eles filmaram a escola de ballet onde todo sábado crianças da comunidade tem
aulas na sede de associação comunitária, e o grupo de capoeira que oferece aula duas vezes por semana. Filmaram também a sede do FAC
(Fundo de Apoio à Comunidade) que abriga uma pequena escola e uma creche; a Farmácia Viva do centro onde as crianças aprendem a
cuidar das plantas e como essas plantas podem ser usadas como remédios caseiros. A equipe conseguiu uma oportunidade única de
registrar o sistema de reciclagem existente no Gereba, registro que transmite a importância do que aqueles trabalhadores fazem pelo manejo
de resíduos da cidade.
.
O Gereba enfrenta um processo de mudança contraditório. Enquanto a educação para crianças teve melhorias, trabalhadores organizaram-se
em uma associação, e muitas habitações, antes barracos, são agora casas de concreto, o meio ambiente deteriora-se rapidamente. O rio
Cocó, que passa próximo ao local, apresenta alto nível de poluição advinda de fábricas, indústrias e esgoto sem tratamento lançado no rio. A
comunidade localiza-se em uma área antes depósito de lixo, no entorno da antiga rampa. As opções para impedir que toxinas contaminem o
solo são limitadas. A fumaça de um incinerador de lixo hospitalar, próximo à comunidade, polui o ar.
No mundo, há cerca de 800 milhões de pessoas vivendo em favelas. Este é um dos desafios que as Nações Unidas querem tratar na mais
importante conferência sobre cidades – Habitat III. A Conferência da ONU Habitat acontece entre 17 e 20 de outubro em Quito, no Equador.
Vozes da Favela será lançado nesta oportunidade, no pavilhão HabitatXChange, oportunidade para intercâmbio de conhecimento em políticas
públicas para a ciência. A iniciativa é apoiada pelo Conselho Internacional para Ciência, Future Earth e o Laboratório de Complexidades
Urbanas, Alemanha.
No dia 9 de outubro, os produtores retornam ao Gereba para mostrar o resultado do trabalho para a comunidade. Eles também lançarão o filme
e um documentário curta-metragem em um evento em Fortaleza, no CineTeatro São Luiz no dia 11 de outubro, 19h. O evento é e aberto ao
publico e gratuito.
Créditos: Tiago Venturi.
Gereba e as Vozes da Periferia
Equipe de Realidade Virtual retorna ao Jangurussu para lançar experiência tecnológica pioneira
14 de outubro de 2016
Rua Crateus, 1250 - Parquelândia, Fortaleza - CE CEP: 60455-166
Fone: 85 - 3223-8005
cepemaproducao@gmail.com
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3 de outubro de 2016
Campanha “Não aos transgênicos. Sim à Soberania Alimentar e à Justiça Climática”
A Fundação Cepema lançou no último dia 3 de outubro a Campanha "Não aos transgênicos. Sim à Soberania Alimentar e à Justiça Climática"
através da Rede Internacional Terra do Futuro - América Latina.
A Campanha tem como objetivos: fortalecer as organizações comunitárias no combate ao uso de transgênicos; encorajar os assentamentos
de reforma agrária e comunidades rurais na luta contra os transgênicos por meio das organizações locais; destacar a relevância do uso das
sementes crioulas na luta pela soberania alimentar dos povos; promover a capacidade de adaptação de agricultores e agricultoras às variações
climáticas.
O lançamento ocorreu na sede da Fundação com a presença do parceiro Leonel Cerruto do Kawsay-Bolívia em um bate-papo que abordou as
temáticas de soberania alimentar e dos povos, e questões sobre territorialidade. Estiveram presentes parceiros, amigos e colaboradores da
Cepema.
As atividades da Campanha terão continuidade no decorrer de 2016 com a produção/divulgação de materiais informativos e a realização de
palestras, seminários e rodas de conversa no interior do Ceará.