PARCEIROS


Marina confronta MP para a Amazônia
20.02.09

A senadora Marina Silva (PT-AC) quer reduzir no Congresso o tamanho das áreas que o governo Lula pretende legalizar na Amazônia. Segundo a senadora, a MP (medida provisória) permite legalizar ocupações na Amazônia feitas por grileiros associados à violência e ao desmatamento. A MP prevê regularização de 296,8 mil áreas, cada uma com até 1.500 hectares. Na terça-feira, a senadora apresentou emenda à MP para reduzir o limite de 1.500 para 400 hectares. Na prática, a emenda de Marina exclui a regularização de 13.218 áreas. O Ministério do Desenvolvimento Agrário informa ainda não saber o tamanho somado dessas propriedades. Além disso, Marina quer vistoria prévia como exigência para a legalização de propriedades entre 101 e 400 hectares. "Sem esses requisitos, corremos o risco de legalizar grilagens", diz a assessoria da senadora.

Fonte: FSP, Brasil, p.A7.

 

Minc pede acordo para corte maior de CO2

20.02.09
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, defendeu em Nairobi, no Quênia, uma proposta chamada Espiral Descendente de Carbono, que prevê a responsabilidade conjunta, mas diferenciada, de países desenvolvidos e em desenvolvimento no enfrentamento ao aquecimento global. O ministro afirmou que é preciso que os países assumam metas mais ousadas de redução das emissões dos gases de efeito estufa. A proposta considera a provisão de recursos financeiros e a transferência de tecnologias limpas para as nações em desenvolvimento. Como contrapartida dos países em desenvolvimento, ele cita o exemplo do Brasil, que apresentou um Plano Nacional de Mudanças Climáticas em 2008, com meta de reduzir 70% do desmatamento da Amazônia até 2017. Fonte: FSP, Ciência, p.A12.

 

Amazônia perde
20.02.09

Em Nairobi foi apresentado o estudo do Pnuma GEO Amazônia. A pesquisa mostra que, ao longo da história, a floresta amazônica perdeu 17% de sua área original em oito países -Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Os dados coletados vão até 2005. A área perdida de floresta é de 857,6 mil km2, o equivalente a 94% do território da Venezuela.

Fonte: FSP, Ciência, p.A12.

Coma menos carne e combata o aquecimento

O Globo, 11/2, Ciência, p.28.


Se uma dieta com baixos teores de carne vermelha, no máximo 400 gramas por semana, for adotada no mundo todo, calculam especialistas, a redução de emissões de gases-estufa seria da ordem de 10%, uma economia de nada menos que US$ 20 trilhões nos custos do combate às mudanças climáticas - cerca da metade do valor total necessário para tal tarefa em 2050. O estudo foi realizado por especialistas da Agência de Impacto Ambiental da Holanda. Com uma redução drástica do consumo de carne vermelha haveria menos emissão de metano pelo gado e mais áreas com vegetação nativa - que absorve carbono. Além disso, para alimentar os animais, há uma ampliação no cultivo de grãos. A produção de um único quilo de carne bovina demanda o gasto de 15 quilos de grãos.

FSM: CHICO MENDES É HOMENAGEADO COM PLANTIO DE SERINGUEIRAS

29/01/2009

BELÉM - O líder ambientalista e sindical Chico Mendes, assassinado há 20 anos no Acre, foi homenageado quarta-feira durante o Fórum Social Mundial, em Belém. Organizado pela Fundação Perseu Abramo, o evento terminou com o plantio de cinco mudas de seringueiras no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA). A senadora Marina Silva (PT-AC) fez um discurso emocionado, no qual lembrou o seringueiro e criticou a falta de investimentos mundiais para preservação do meio ambiente.

"Por que apareceu dinheiro para resolver a crise da economia e não há recursos para resolver a crise ambiental global, que é muito pior que a financeira?", questionou a ex-ministra do Meio Ambiente. Além de Chico Mendes, a senadora lembrou de outros "mártires da Amazônia", entre eles a missionária Doroty Stang, assassinada em 2005, no interior do Pará.

Chico Mendes,líder seringueiro, assassinado há 20 anos
Homenagem a Chico Mendes
Foto: Pily Cowell
O presidente da Fundação Perseu Abramo, Nilmário Miranda, ex-ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, se referiu ao ambientalista como "a figura mais emblemática" da defesa da Amazônia. "O Acre era um lugar em que o crime organizado, a corrupção tomou conta do estado. As agressões ao meio ambiente eram também agressões aos direitos humanos e à democracia. E o Chico Mendes conseguiu reverter isso. Transformou-se em um modelo para o restante do mundo", destacou.

Um ativista indiano, que plantou uma das mudas, comparou a luta de Chico Mendes à perseguição de ambientalistas na Índia, onde, segundo ele, cinco pessoas foram mortas por protestarem contra a destruição de rios.

Publicado originalmente na Agência Carta Maior, em 29/01/2009



Minc diz em Fórum que sociedade mudou postura do Governo

30 / 01 / 2009


O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, defendeu a participação da sociedade para definição de políticas para o meio ambiente. Durante a abertura do seminário Mudanças Climáticas: desafios atuais da Agenda 21, nesta quinta-feira (29), no Fórum Social Mundial, em Belém (PA), Minc citou como exemplo a construção do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, que, depois de dois meses em consulta pública pela internet, incorporou metas para redução de desmatamento, o que mudou a postura do governo. "Foi a força da sociedade que fez com que o governo mudasse de posição", ressaltou Minc.

Minc também anunciou que energias alternativas como a eólica, solar e usinas de baixo impacto ambiental terão prioridade nos leilões de energia. A idéia é impedir que a matriz energética brasileira fique "suja". O ministro disse que o MMA fará parceria com o Ministério da Fazenda para reduzir os impostos para equipamentos de energia eólica e solar.

Outra ação do Ministério destacada pelo ministro foi o Manejo Florestal Familiar, que permite às famílias que vivem na florestas a exploração da floresta de maneira sustentável (2.5% da área ao ano), podendo se sustentar com produtos florestais sem acabar com a cobertura florestal. A Finlândia é uma exemplo. Um dos maiores exportadores de móveis do mundo, aquele país, segundo Minc, tem a mesma cobertura florestal de 100 anos atrás devido a sua política de manejo florestal sustentável.

O Presidente do Fórum Nacional de Mudança Climática, Luiz Pinguelli, lembrou que meio ambiente não se limita a floresta. Cidades grandes têm vários problemas ambientais, como saneamento.

Para o escritor e professor da Universidade de Nova Delhi, Vinod Raina, a maior dificuldade de se fazer políticas para meio ambiente no mundo é a diversidade social e cultural.

Os países membros do Protocolo de Kyoto foram criticados pelo jornalista André Trigueiro. "Nem sequer a tímida meta do Protocolo de Kyoto está sendo cumprida", analisou. Ele acredita que o Reino Unido talvez seja a única nação que trabalha para assumir a meta de reduzir em 5,2% o nível de emissão de CO2, tendo como base o ano 1990. Ele lembrou que a iniciativa brasileira de incluir metas de redução do desmatamento foram elogiadas pelo Secretário Geral da ONU, Ban Ki-Moon, e pelo ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, na conferência do clima no ano passado, na Polônia.

Ele também chamou a atenção para o fato de que o Ministério do Meio Ambiente sozinho não conseguirá mudar o quadro ambiental do País. Para isso, é necessário o envolvimento de outras pasta para avançar nas políticas ambientais. (Fonte: MMA)


NOTÍCIAS DO FORUM SOCIAL MUNDIAL - Belém do Pará, 28.01.2009


LEONARDO BOFF

O teólogo iniciou expressando sua grande admiração pela senadora Marina Silva. E em dado momento disse: “Marina Silva seria a governadora do mundo, mas nos contentamos que ela seja a governadora do Brasil”. Os aplausos de todos na platéia mostraram que isso era uma unanimidade entre os presentes.

Boff falou de desafios da sociedade planetária, dizendo que não gosta da expressão ‘globalização’, preferindo ‘mundialização’, que acha mais apropriada. E falou que somos todos africanos, porque a espécie humana nasceu na África. Disse que a civilização planetária vive uma série de crises, e “em último termo a Terra poderá continuar, mas poderá continuar sem nos, os seres humanos”. Para ele é necessário que o ser humano conserve o capital natural e distribua os benefícios com toda a humanidade.

Segundo Boff, o que o mundo precisa é de cuidado. “O cuidado é o gesto amoroso com a realidade. O cuidado regenera os estragos que temos feito, o cuidado previne estragos futuros. Se nossas mães não tivessem o cuidado em nos acolher nos não estaríamos aqui.” Para ele é a atual forma de economia de mercado, com a exploração de todos por poucos, a principal responsável pelo agravamento da crise mundial.

Falando das previsões de analistas com relação ao futuro da Terra, Leonardo Boff afirmou que “a partir de 2030 começa a desolação total” e fez um veemente apelo para que cuidemos do planeta, e disse que somente pela solidariedade e cooperação poderemos superar os problemas criados pela acumulação mundial. Apontou “5 princípios que vão sustentar o novo ensaio civilizatório” e as 4 virtudes fundamentais, que são:

1-Hospitalidade (como direito e dever de todos). Esse conceito, explicou, é de Emanuel Kant ao propor sua idéia de uma república mundial.

2-Convivência. “Nós não vivemos, nos convivemos”, disse ele. E acrescentou que “conviver com o outro e aceitar as diferenças não é tão fácil. Mas é importante não deixar que a diferença decaia para a desiguladade”.

3-Tolerância – Para Boff “há uma falta mundial de tolerância. Tem gente que diz: a minha verdade é a única... Daí vem as guerras e os conflitos.”

4-Comensalidade – Boff esclareceu que comensalidade era uma prática do Cristo, e significa sentar juntos e desfrutar da generosidade da terra. Sentar em torno da mesa e partilhar irmanamente dos frutos da terra é um sonho presente em toda história. Reforçou o sagrado direito de todo ser humano se alimentar com dignidade, e elogiou o Fome Zero e a política do Presidente Lula nesse sentido.
Para finalizar, Leonardo Boff deixou palavras de esperança quando disse que “o cenário não é de tragédia, é de crise. Essa crise nos vai mostrar que podemos viver melhor e mais com menos”. Com menos devastação da natureza, com menos violência, com menos ambição e busca pelo prazer e acumulação desenfreada, com menos sofrimento. E uma de suas frases tocou fundo na platéia: “O terrível do sofrimento não é o sofrimento, é o abandono no sofrimento”.

Para ele a crise é uma chance de repensarmos o que temos feito com nosso planeta, “mas a crise não se transformará numa tragédia. Isso depende de nós”. E para isso a Educação é fundamental. A escola deve passar o sentimento de nossas responsabilidade com o futuro, deve ensinar a Terra como Gaia, o maior organismos vivo. Disse que o homem nasceu no interior do coração das estrelas vermelhas, e como nasceu de estrelas, nasceu para brilhar e não para sofrer. E com isso encerrou sua participação, sendo muito aplaudido.


MARINA SILVA

A senadora falou de improviso, e dirigiu-se a platéia como uma professora do Ensino Médio, dizendo-se honrada por estar entre dois mestres. Como se esperava, falou da de suas raízes amazônicas, das riquezas e potencialidades da Amazônia, principalmente na produção de água (cerca de 20 bilhões de toneladas/ dia, disse ela). Disse que a educação entra como uma forte contribuição para uma nova maneira de caminhar.

Eu nunca havia atentado para essa analogia: somos caminhantes que se esqueceram de caminhar e vivem correndo. O caminhante aprecia a estrada e o cenário que surge enquanto caminha; o caminhante é amigo da estrada, da grama, da pedra, dos bichos e do céu. Isso é o que Capra chama de Ecologia Profunda. Concordo com a senadora que a escola deve ensinar a caminhar, mas o diabo é que nos professores também precisamos aprender.

Quanto a crise, Marina Silva disse que é preciso resolver a crise econômica junto com a crise ambiental. Não se pode dissociar uma da outra. Ela também falou que todo ser humano tem desejos, e isso é muito natural e necessário para seu progresso, mas o “erro é alguém achar que sobrepor seu desejo ao desejo do outro”. Marina evocou uma reflexão sobre a cultura da sociedade mercantilista atual, que prega que tudo é possível quando se tem dinheiro; que a felicidade se pode comprar como uma mercadoria de prateleira, medida, pesada e adquirida com moeda sonante. E, nesse cenário, ela convoca à transgressão, a ressignificar nosso ensinar e mesmo nossos conteúdos pedagógicos.
Num momento de confidências, a senadora disse: “Eu aprendi a ler com 16 anos, no Mobral. E foi um momento mágico quando li ‘Banana’. Eu sabia Matemática, mas não sabia ler. Quando vi as letras que a professora colocou no quadro:, eu fiz a soma: B+A+N+A+N+A. Eu sabia o que fazer quando aprendi “banana’: dei uma banana para o analfabetismo.”

Falando de uma questão de gênero, Marina Silva disse que o papel da mulher foi desprestigiado e desvalorizado por milênios, e que a civilização patriarcal é uma civilização manca, e que precisa aprender a caminhar com suas duas pernas, o masculino e o feminino. Para encerrar, falou da analogia do Arco e da Flecha, de sua experiência como ministra e do apoio que recebeu da população, convocou a todos para refletirem sobre a defesa dos direitos dos que ainda não nasceram, dizendo que é compromisso dessa geração garantir um planeta melhor para os que virão, e concluiu com um poema de sua autoria.
Neste instante todo o auditório se levantou e começou a aplaudir efusivamente. Foi um momento de pura emoção de ambas as partes, da conferencista e de seus ouvintes.

REVISTA AGROFLORESTA 2


A Fundação CEPEMA publicou, em 2008, com apoio do Banco do Nordeste do Brasil, a Revista Agrofloresta n° 2, que traz como assunto principal a reportagem sobre a Juventude que Florece no Campo, que são histórias de vida da juventude e da relação que ela tem com a terra. São destaques a jovem Najara Ruth e os jovens Evanildo Buriti, Alboreto Barbosa, de Quixadá, os jovens João Paulo e José Maria Costa, de Viçosa do Ceará, e Juarez Fernandes, de Tianguá, e Antônio de Lima (faleceu recentemente. Era deTianguá).

Noticias

Realizada em todo o Brasil, a II Semana dos Alimentos Orgânicos. No Ceará, a semana contou com feiras e palestras em locais estratégicos de Fortaleza. Leia mais…
 




Noticia
Centro Sabiá visita a Fundação Cepema. A ONG pernambucana trouxe 20 pessoas entre técnicos e agricultores para conhecer as experiências com sistemas agroflorestais de agricultores do projeto “Recuperação, Conservação e Manejo de Florestas Nativas e Antropogênicas na Área de proteção Ambiental da Serra de Baturité, Ceará”. Leia mais...





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O Encontro Nacional de Agroecologia, ENA, realizado em Recife, reuniu representantes de experiências agroecológicas. Entre os participantes, produtores rurais, representantes de movimentos sociais, organizações não-governamentais e de redes estaduais e regionais de agroecologia. Leia mais...


 


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A Fundação Cepema realizou “Oficina de Diagnóstico Rural Participativo” no município de Aratuba, Ceará. Com 25 participantes, entre agricultores e técnicos, a oficina foi ministrada pelo engenheiro florestal, Paulo Neto. Leia mais…





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A Fundação CEPEMA reuniu em Fortaleza técnicos e agricultores, envolvidos no projeto “Recuperação, Conservação e Manejo de Florestas Nativas e Antropogênicas na Área de Proteção Ambiental da Serra de Baturité, Ceará”.
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A Fundação Cepema, através do programa Fala Favela, participou em Fortaleza de oficina preparatória para o II Seminário de Culturas Populares e o I Encontro Sul-Americano encontro de culturas. Leia mais...
 





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A Fundação Cepema participou em Caruaru, Pernambuco, de seminário para planejamento do "Programa de Agroecologia Brasil - Suécia", organizado pelas ONGs suecas Terra do Futuro e Cooperação Técnica Sueca-UBV.
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Notícia VIII
A coordenadora de projetos da ONG Terra do Futuro/Suécia, Lillemor Anderson, veio conhecer de perto as atividades da Fundação Cepema. Leia mais...



Noticia IX
O curso de “Formação de Agentes de Agricultura Ecológica e Florestal- ADAE”, voltado para comunidades indígenas deve ser finalizado em novembro deste ano. O curso é oferecido a 30 jovens produtores ou filhos de produtores indígenas da comunidade Tremembé em Itarema, Ceará.
O curso que começou em março é dividido em módulos que trazem temas como ecologia, economia, manejo agroflorestal, gênero, sexualidade entre outros, ministrados por técnicos da Fundação Cepema. Link folder curso Tremembé…
 




Notícia X
Folder da Fundação Cepema traz um aparato das ações e projetos atualmente desenvolvidos pela entidade. A idéia é divulgar as ações da entidade, especialmente entre agricultores, parceiros e entidades governamentais. Link downloads…